Gestão de riscos em TI

3 passos para manter a governança.

1. Mapeamento e identificação de riscos

O primeiro passo é identificar as vulnerabilidades da empresa. O gestor de TI deve mapear falhas de segurança, avaliar o estado físico dos equipamentos e definir quais são os maiores problemas dos sistemas e equipamentos utilizados nas principais rotinas do negócio.

Essa rotina pode ser feita além do monitoramento de recursos. Entrevistas com gestores e profissionais de vários setores da empresa são imprescindíveis.

Isso vai identificar quais são as necessidades e principais problemas enfrentados diariamente pelas equipes internas. Avaliar como é feito o trabalho em cada setor, deixa os problemas a vista.

E os dados operacionais e os indicadores já existentes também podem ser avaliados. Eles darão uma visão técnica de como cada sistema funciona — quais são os softwares sobrecarregados e quais os momentos em que a infraestrutura interna é mais requisitada.

Durante o tratamento de riscos, o gestor de TI poderá tomar medidas com maior impacto no desempenho dos sistemas. E, para que o mapeamento seja eficaz, é fundamental rastrear problemas de acordo com o perfil do negócio e as suas atividades.

Uma empresa que trabalha com transações bancárias, por exemplo, enfrenta um conjunto de ameaças diferentes das que empresas de desenvolvimento de software.

O tamanho do empreendimento e a sua infraestrutura, também são fatores que influenciam os principais problemas que uma empresa pode enfrentar.

Definindo processos críticos, avaliando o perfil do negócio e os seus principais processos, o mapeamento de riscos será consistente e valioso.

Riscos em potencial — como perda de dados e quedas repentinas no desempenho da infraestrutura de rede — serão identificados com mais agilidade. Além disso, os impactos causados por esse problema serão potencialmente menores.

2. Avaliação e tratamento de riscos

Apenas identificar riscos não é o bastante para garantir que a empresa consiga resolver problemas com agilidade a médio e longo prazo.

Diante de um cenário em que a empresa lida com várias ameaças, os gestores devem atuar em conjunto para priorizar os riscos que causam maior impacto nas receitas.

As medidas tomadas serão baseadas em um aporte de recursos mais eficaz e econômico. Um dos fatores a ser considerado é a probabilidade de um problema ocorrer.

Cada risco identificado deve ser avaliado conforme o tipo de atividade que está ligada a ele, assim como as chances de a vulnerabilidade ser explorada ou desencadeada em função de erros operacionais ou políticas de gestão ineficazes (incompetencia do gestor).

Qualquer evento que cause um impacto negativo nos processos internos é um risco que se torna realidade. Junto com a análise de um risco tornar-se um evento, o gestor de TI deve saber o impacto causado na cadeia operacional do negócio.

Essa análise deve levar em conta quais setores serão impactados pela exploração de uma vulnerabilidade, e como vai influenciar nas receitas.

A análise do impacto poderá identificar todos os fatores que são influenciados por problemas externos, tais como prejuízos financeiros, perda de liderança de mercado e diminuição do market share.

A avaliação da probabilidade de um problema ocorrer e o impacto que ele pode causar no dia a dia do negócio (e as suas receitas) tornam a gestão de riscos em TI justificável.

As medidas tomadas para melhoria da infraestrutura interna terão uma distribuição de prioridade eficiente, tornando processos continuamente mais confiáveis e seguros.

3. Monitoramento e implantação de melhorias para prevenção de problemas futuros

Uma vez que riscos tenham sido identificados e classificados de acordo com o impacto que podem causar na cadeia operacional, o setor de TI precisa definir e implementar um conjunto de medidas que reduzam os riscos de a empresa enfrentar problemas a médio e longo prazo.

Ou seja, o gestor de TI deve planejar processos que reduzam a exposição da infraestrutura de TI e criem um ambiente de trabalho com alta performance e segurança.

E todas as medidas adotadas devem levar em consideração os dados levantados nas etapas anteriores. Assim, o planejamento levará em conta a rotina de cada setor, e como a empresa lida com as solicitações dos seus clientes/usuários.

Os processos internos também precisam ser considerados, uma vez que as medidas adotadas devem melhorar a sua execução sem que isso diminua os níveis de produtividade.

As medidas adotadas podem incluir reestruturação de processos, implementação de sistemas de segurança, novos indicadores e políticas de controle. Ainda, novas rotinas podem ser planejadas, incluindo a criação de relatórios operacionais regulares e adesão de políticas de gestão mais robustas.

A política de gestão de riscos em TI deve considerar, também, a necessidade de monitorar a infraestrutura de TI continuamente. Avaliar o estado de softwares e dispositivos de rede é crucial para que indicadores e outras métricas sejam capazes de representar a situação real.

Tais soluções dão ao gestor de TI a capacidade de identificar novos problemas mais rapidamente, reduzindo os custos operacionais das políticas do setor.

A longo prazo, a política de gestão de riscos será responsável pela criação de um fluxo de melhorias nas rotinas de gestão de TI. Então, os profissionais da área serão capazes de identificar, diagnosticar e priorizar todas as falhas de segurança com precisão e até de maneira preventiva.

Enfim, as chances de uma vulnerabilidade causar um grande impacto nos processos internos serão reduzidas — e com facilidade.

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